
abril 16, 2008
março 29, 2008
Dont Panic Dont Panic Dont Panic

bones sinking like stones all that we fought for homes, places we’ve grown all of us are done for. but we live in a beautiful world, yeah we do yeah we do. we live in a beautiful world. oh all that I know, there’s nothing here to run from ‘cos yeah, everybody here’s got somebody to lean on. coldplay.
março 28, 2008
um cão abandonado
Haverá sempre, em algum lugar, um cão abandonado, que me impedirá de ser feliz..." Jean Anouilh
Homens, crianças, velhos e outros bichos abandonados , até criaturas imaginárias, com certeza haverá ainda muitos motivos para tristeza...
Leiam é triste: http://www.mundodosanimais.com/foruns/pelos-animais/o-'artista'-que-matou-um-cao-a-fome-vai-repetir-o-acto!-vamos-la-participar-(n/msg63768/#msg63768
Homens, crianças, velhos e outros bichos abandonados , até criaturas imaginárias, com certeza haverá ainda muitos motivos para tristeza...
Leiam é triste: http://www.mundodosanimais.com/foruns/pelos-animais/o-'artista'-que-matou-um-cao-a-fome-vai-repetir-o-acto!-vamos-la-participar-(n/msg63768/#msg63768
março 23, 2008
março 14, 2008
março 08, 2008
LISTA DE PREFERÊNCIAS
Alegrias, as desmedidas.
Dores, as não curtidas.
Casos, os inconcebíveis.
Conselhos, os inexeqüíveis.
Meninas, as veras.
Mulheres, insinceras.
Orgasmos, os múltiplos.
Ódios, os mútuos.
Domicílios, os passageiros.
Adeuses, os bem ligeiros.
Artes, as não rentáveis.
Professores, os enterráveis.
Prazeres, os transparentes.
Projetos, os contingentes.
Inimigos, os delicados.
Amigos, os estouvados.
Cores, o rubro.
Meses, outubro.
Elementos, os fogos.
Divindades, o logos.
Vidas, as espontâneas.
Mortes, as instantâneas.
(Poema de Brecht traduzido por Paulo César de Souza)
Dores, as não curtidas.
Casos, os inconcebíveis.
Conselhos, os inexeqüíveis.
Meninas, as veras.
Mulheres, insinceras.
Orgasmos, os múltiplos.
Ódios, os mútuos.
Domicílios, os passageiros.
Adeuses, os bem ligeiros.
Artes, as não rentáveis.
Professores, os enterráveis.
Prazeres, os transparentes.
Projetos, os contingentes.
Inimigos, os delicados.
Amigos, os estouvados.
Cores, o rubro.
Meses, outubro.
Elementos, os fogos.
Divindades, o logos.
Vidas, as espontâneas.
Mortes, as instantâneas.
(Poema de Brecht traduzido por Paulo César de Souza)
março 06, 2008
horror vacui
Vazio, vácuo, vão, dentro íntimo oco âmago buraco. Antro. Clausura claustrofobia. Fenda ventre gruta caverna. Vagina Vaga lacuna. Clarão. Espaço confinado entre limite e extremidade. Cerne. Não estar nem ser, dissipar-se em si. Rotura recesso. Silêncio. Eternidade. Hiato ponto pausa pouso interstício. Nada. Tudo céu tudo janela tudo porta, fresta greta brecha. Aberto por onde entrar passar através sair sumir desaparecer. Trevas. Cegueira. Solidão. Deserto ermo. Carência falta ausência pobreza. Branco imaculado limpo puro. Sem marca, sem destino. Destituído desterrado despaisado. Depois, presença prenhe: Os tempos mostram, marcada na carne, a dor que fala. Inútil não ser o que se é, no sentido de estar.
Inútil lutar para ser outro, inútil lançar pontes de palavras que chegam estilhaçadas ao outro, por que ele as filtra, penera, mesmo quando diz ouvi, mesmo quando diz entendi... A linguagem é o tempo todo tradução, inútil querer ser compreendido... Antes ser abraçado, enlaçado, devorado, antes talvez sejam bons a solidão, o silêncio e ainda a companhia dos bichos, pois só querem o calor de outro corpo junto ao seu. Esta, a linguagem outra não analítica, não simplificadora, não explicativa.
Isso tudo não quer dizer destino, a cargo de Deuses que foram para uma festa e não voltaram, isso tudo diz respeito a diálogo, a encontro, a nomear coisas, compartilhar assuntos...
* A partir de Simone Weil em “A Gravidade e a Graça”, diria que foi preciso uma representação do mundo em que houvesse vazio, a fim de que o mundo tivesse necessidade de Deus.
Novembro 2001
Inútil lutar para ser outro, inútil lançar pontes de palavras que chegam estilhaçadas ao outro, por que ele as filtra, penera, mesmo quando diz ouvi, mesmo quando diz entendi... A linguagem é o tempo todo tradução, inútil querer ser compreendido... Antes ser abraçado, enlaçado, devorado, antes talvez sejam bons a solidão, o silêncio e ainda a companhia dos bichos, pois só querem o calor de outro corpo junto ao seu. Esta, a linguagem outra não analítica, não simplificadora, não explicativa.
Isso tudo não quer dizer destino, a cargo de Deuses que foram para uma festa e não voltaram, isso tudo diz respeito a diálogo, a encontro, a nomear coisas, compartilhar assuntos...
* A partir de Simone Weil em “A Gravidade e a Graça”, diria que foi preciso uma representação do mundo em que houvesse vazio, a fim de que o mundo tivesse necessidade de Deus.
Novembro 2001
fevereiro 18, 2008
Well you know it's good for your head...
Nem escrevo mais, apenas fico ao seu lado, tédio. Fico ao teu lado sem beijo e sem cheiro. Você diz que eu fiz um cerco ao seu redor, mas repare há uma saída pelo lado direito, por onde você pode dar sua volta no universo; você não vê a saída por que crê que as cercas são sólidas, mas repare elas são feitas de vapor das minhas lágrimas antigas e recentes; Eu fico ao seu lado. A música é boa, a conversa é fácil; embora seus olhos sejam tristes e jamais chorem por mim; As vezes você me faz rir as vezes me irrita muito; quando é assim, eu mesma quero sair pela porta afora; mas você segura meu braço, diz uma palavra e eu fico ao seu lado; não pela retórica nem pelo conteúdo; mas por que as palavras são certas;
No final das contas, as palavras estão demasiadamente ditas, fico ao seu lado...
Interlúdio (Cecília Meireles)
"As palavras estão muito ditas e o mundo muito pensado. Fico ao teu lado. Não me digas que há futuro nem passado. Deixa o presente — claro muro sem coisas escritas. Deixa o presente. Não fales, Não me expliques o presente, pois é tudo demasiado. Em águas de eternamente, o cometa dos meus males afunda, desarvorado. Fico ao teu lado."
"As palavras estão muito ditas e o mundo muito pensado. Fico ao teu lado. Não me digas que há futuro nem passado. Deixa o presente — claro muro sem coisas escritas. Deixa o presente. Não fales, Não me expliques o presente, pois é tudo demasiado. Em águas de eternamente, o cometa dos meus males afunda, desarvorado. Fico ao teu lado."
fevereiro 12, 2008
dezembro 19, 2007
Ruby Tuesday lyrics
She would never say where she came fromYesterday don't matter if it's gone
While the sun is bright or in the darkkest night
No one knows, she comes and goes
Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you
When you change with ev'ry new day
Still I'm gonna miss you
Don't question why she needs to be so free
She'll tell you it's the only way to be
She just can't be chained to a life where nothing's gained
And nothing's lost, at such a cost
Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you
When you change with ev'ry new day
Still I'm gonna miss you
"There's no time to lose", I hear her say
Cash your dreams before they slip away
Dying all the time lose your dreams and you
Will lose your mind, ain't life unkind?
Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you
When you change with ev'ry new day
Still I'm gonna miss you
(...)
She'll tell you it's the only way to be
She just can't be chained to a life where nothing's gained
And nothing's lost, at such a cost
Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you
When you change with ev'ry new day
Still I'm gonna miss you
"There's no time to lose", I hear her say
Cash your dreams before they slip away
Dying all the time lose your dreams and you
Will lose your mind, ain't life unkind?
Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you
When you change with ev'ry new day
Still I'm gonna miss you
(...)
(outra dos Rolling Stones, esta é de 1966,
está na trilha sonora do filme Filhos da esperança)
outubro 15, 2007
setembro 12, 2007
setembro 02, 2007
agosto 29, 2007
A monster Whisperin' in my ear
"You better leave your lights on 'Cause there's a monster
Livin' under my bed Whisperin' in my ear" Santana, Everlast
Livin' under my bed Whisperin' in my ear" Santana, Everlast
O que as crianças não sabem é que os monstros que elas temem crescem com elas, dentro delas, na medida em que suas roupas ficam pequenas e os caminhos dos corredores estreitam-se e encurtam.
Primeiro eles tomam conta da parte de dentro depois do corpo inteiro, primeiro os olhos arregalados e o pânico, a boca seca. Eles saem pelo cabelo e pele, às vezes pela voz.
Depois se encerram as danças, não se ouve som de música. Finalmente, desaprendem-se os passos que custaram horas de ensaio. Dores acometem as articulações.
O mundo roda menos em torno de si mesmo. Translações breves, os anos passam mais rápidos. Acelera-se em direção à superfície. Outra face menos bela, menos risonha descende a mais nova, menos cabelo mais preocupações, tarefas, mais areia menos caçamba, atropelos. O Rio Esquecimento embaralha as lembranças.
Inimigos entram em fila, amigos ficam no caminho. Solidão todo mundo tem. Multidões desconhecidas cruzam seu caminho estranhas, donas de si, porém sem a festa prometida do "carro alegre cheio do povo contente", eles não tem nomes ou palavras de ordem. As multidões são sábias, como foram os namorados que foram embora mas ficaram, nos deixaram em paz e filhos, seguiram seus rumos, trajetos sábios. Um filho é um abraço certo...
Consultas médicas, florais,acupuntura, ouvindo gemidos de outros pelas paredes finas, sua imensa tristeza. Evita-se seguir ou dar conselhos. Não julgar é dificil. Há algo de bom em ser feia, ombro a ombro, face a face, é legítimo este olhar que você vê. Este corpo é o que fiz com a vida. Não tolero a incerteza, o mais certo é que “os caminhos se bifurcam” e que uma estrada não vai lugar nenhum se não caminharmos nela. Não titubeio, nada dói ou obstrui, quase tudo flui como palavras nervosas e os fluídos. O éter, pneuma, Hermes, os anjos. Menos viagens, mundo pequeno, mais devires...
Meu monstro é carne e unha com outros feios...
Primeiro eles tomam conta da parte de dentro depois do corpo inteiro, primeiro os olhos arregalados e o pânico, a boca seca. Eles saem pelo cabelo e pele, às vezes pela voz.
Depois se encerram as danças, não se ouve som de música. Finalmente, desaprendem-se os passos que custaram horas de ensaio. Dores acometem as articulações.
O mundo roda menos em torno de si mesmo. Translações breves, os anos passam mais rápidos. Acelera-se em direção à superfície. Outra face menos bela, menos risonha descende a mais nova, menos cabelo mais preocupações, tarefas, mais areia menos caçamba, atropelos. O Rio Esquecimento embaralha as lembranças.
Inimigos entram em fila, amigos ficam no caminho. Solidão todo mundo tem. Multidões desconhecidas cruzam seu caminho estranhas, donas de si, porém sem a festa prometida do "carro alegre cheio do povo contente", eles não tem nomes ou palavras de ordem. As multidões são sábias, como foram os namorados que foram embora mas ficaram, nos deixaram em paz e filhos, seguiram seus rumos, trajetos sábios. Um filho é um abraço certo...
Consultas médicas, florais,acupuntura, ouvindo gemidos de outros pelas paredes finas, sua imensa tristeza. Evita-se seguir ou dar conselhos. Não julgar é dificil. Há algo de bom em ser feia, ombro a ombro, face a face, é legítimo este olhar que você vê. Este corpo é o que fiz com a vida. Não tolero a incerteza, o mais certo é que “os caminhos se bifurcam” e que uma estrada não vai lugar nenhum se não caminharmos nela. Não titubeio, nada dói ou obstrui, quase tudo flui como palavras nervosas e os fluídos. O éter, pneuma, Hermes, os anjos. Menos viagens, mundo pequeno, mais devires...
Meu monstro é carne e unha com outros feios...
agosto 27, 2007
de trevas e luzes eu tenho experiência
Certa vez numa palestra no Congresso Brasileiro dos Arquitetos, em 1990, o arquiteto e professor baiano Pasqualino disse algo assim:
"Se diz muito por ai que se quer ver a luz no fim do túnel" , ele completa então "Pois eu quero enxergar no escuro". Contei esta história para uns malucos de pedra e um deles me saiu com essa: "Que escuro que nada, eu só vejo luz".

"Se diz muito por ai que se quer ver a luz no fim do túnel" , ele completa então "Pois eu quero enxergar no escuro". Contei esta história para uns malucos de pedra e um deles me saiu com essa: "Que escuro que nada, eu só vejo luz".

agosto 25, 2007
saudade em ritmo de samba
Letra Mestre Ambrósio
"Não tenho mais a saudade, Não sinto mais essa dor ! Meu coração hoje mora Na casa de um vencedor, Onde se habita beleza Não chora flor ! Em solo firme e sentimento Construí feliz morada, Na base em pedra erguí tijolo, Qual liga em aço, fiz cimento ! Pra não seguir no sofrimento Instruí minha jornada, Nem fiz na areia, como um tolo, Abrigo frágil pro tormento !Nem vendaval, nem tempestade Vão abalar ou sequer incomodar Onde alegria fez um lar Sempre em festa, como esta, E hoje, pra comemorar O doce enterro da saudade ! Não tenho mais ..."
"Não tenho mais a saudade, Não sinto mais essa dor ! Meu coração hoje mora Na casa de um vencedor, Onde se habita beleza Não chora flor ! Em solo firme e sentimento Construí feliz morada, Na base em pedra erguí tijolo, Qual liga em aço, fiz cimento ! Pra não seguir no sofrimento Instruí minha jornada, Nem fiz na areia, como um tolo, Abrigo frágil pro tormento !Nem vendaval, nem tempestade Vão abalar ou sequer incomodar Onde alegria fez um lar Sempre em festa, como esta, E hoje, pra comemorar O doce enterro da saudade ! Não tenho mais ..."
agosto 23, 2007
Presos na vida, como galhos num rio
Ilusão de sonhar acordado…
Cilios como as limusines.
A tua bela face, querida…
Uma lágrima no copo de vinho.
Olha esses olhos grandes,
Olha esses olhos grandes,
Vê o que significas para mim.
Sweet cakes and milkshakes…
Sou um anjo de ilusões,
Sou um desfile de fantasias.
Quero que saibas o que penso..
Não quero que adivinhes mais.
Não tens ideia de onde venho.
Não temos ideia de para onde vamos…
Presos na vida, como galhos num rio…
Descendo com a corrente, presos pela corrente.
Eu levo-te, tu a mim…Podia ser assim…
Não me conheces …Não me conheces já?
Do filme “Before sunrise”
agosto 20, 2007
as duas histórias
Não tenho [nenhuma, que fique claro] saudades do amores antigos, só um talvez,,, por que ele ficou devendo, incompleto. Mas tenho saudades dos amores gorados, dos que não deram certo, dos desencontros, dos que ficaram no ar...Na verdade, só tenho tempo para ter saudades domingo,,,
Na verdade, acho que ouvi muito, muita música melosa brasileira muito bolero, muito the fevers, muito roberto carlos, muita bossa nova, maysa era minha musa pode? e eu só tinha doze anos, depois, ainda, veio o clube da esquina, e o ira, ouvi o ira demais... acreditei no amor e ele não veio. promessa não cumprida da minha mãe: "cedo ou tarde o amor vem" vou tatuar isso num lugar secreto... batizar um bicho novo com esse nome.
domingo é dia de filme de amor, "nosso amor no passado" ou conversations with other woman,,, muito factível...
a idéia de duas histórias do filme, por outro lado, quase sempre só sei meuponto de vista da história...
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