fevereiro 20, 2015
fevereiro 19, 2015
Sobre os 50 tons de Grey
Sobre os 50 tons:
Assisti 50 tons e li os 3 livros. Como em “9 semanas e meia de amor” -- filme considerado melhor do que 50 tons -- mostra uma relação doentia. Em "9 semanas e meia" a personagem feminina desiste da relação, pois, não dá conta: "não era amor era cilada". Ela desaparece na multidão, ao que parece John jamais consegue reencontrar Elizabeth (a personagem feminina do casal).
Sr Grey tbm é um homem rico, poderoso, perverso e pervertido como John, o protagonista de “9 semanas e meia”. Como o galã de “uma linda mulher”, Sr Grey é uma espécie de yuppie que faz fusões, aquisições, desmonta e quebra empresas e empregos. Esses personagens são todos homens poderosos, bonitos, quase irresistíveis.
Sr. Grey é um CEO, executivos cuja remuneração ultrapassa a soma do lucro das empresas, do seu crescimento econômico mais a remuneração média de todos os trabalhadores (Consulta a Bresser Pereira). Os CEOs “ganham quatrocentas vezes mais que o trabalhador médio" (de acordo com Bresser Pereira) e cada vez mais, mais. São capitalistas de risco para seu entorno, Sr Grey faz manobras de risco calculado e vive numa bolha de segurança máxima, controlando tudo como um maníaco. Sr Grey diz que conhece as pessoas, sabe tirar o melhor delas, se não correspondem impiedosamente manda embora.
Sr Grey não tem nem um pinguinho de empatia por quem sofre, embora seja de “carne e osso”, sofra pelo seu passado de menino maltratado pela mãe e seus cafetões, parecido com a história do galã de “Uma linda mulher". Sr. Grey venceu com vinte e poucos anos, quando Anastacia o entrevista ele tem 28 anos, ela tem 20-- foi o que deu a entender.
Sr Grey incorpora traços de personalidade característicos, socialmente constituídos, conforme a ideologia do mercado neoliberal, é agressivo, tem autoestima elevada (com algumas controvérisias), tem poder de persuasão (dinheiro, capangas), tem carisma e postura de líder. Além disso, é charmoso, bem vestido e cheiroso. Sr Grey nunca sorri mas faz Anastácia tremer.
Sr. Grey tem os fins de semana para relaxar, coisa que um professor pouco tem. Nos fins de semana ele faz sua vilegiadura urbana, num prédio inteiro de sua propriedade, no quarto vermelho da dor. Ele é adepto do BDSM. No quarto vermellho da dor, em vez de descansar das maldades diárias, ele se torna pior ainda. É Sr. Grey tem desejos não convencionais.
BDSM sigla "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo", diz-se que é um grupo de padrões de comportamento sexual humano. De acordo com o analista do Sr. Grey é um tipo de comportamento “seguro, são e consensual”. Não vou questionar, o homem é um especialista e não estou aqui para ser moralista. Mas Sr. Grey exagera, pois, os contratos com suas submissas – não se referem ou se restringem a sexo, tratam de "controlar quase todos os aspectos da vida" das mulheres contratadas (diz Laurie Penny). Anastácia não é boba, está toda derretida, totalmente na dele, mas capta isso muito bem. Parece que nem tudo está perdido -- ilusão de livro 1/ parte 1.
No quarto vermelho da dor Sr Grey exercita o sadismo – segundo sua própria definição (Cf livro 2) – sob contrato com suas submissas. Recordei que até os Médicis descansavam em suas vilas palladianas de sua maldade diária. Ser mau cansava parece no Século XIV, mas é certo que não cansa mais. Ser malvado para Sr Grey é uma necessidade, diz sua mestra dominatriz – Ele vive numa espécie de playground: prédios friamente decorados, entre obras de arte, pilotando jatinhos, iates, helicópteros, carros que flutuam no asfalto, bebendo e comendo do bom e do melhor. Ele tem personais de toda ordem, serviçais, sobretudo, ostenta aquela sensação contínua de vitória, de estar acima da paisagem.
Concordo com definições de jornalistas mulheres americanas sobre o Sr. Grey “ele é um jerk”, de blogueiras: "um bloodsucker"; “é apenas um sociopata e um misógino de ‘mão cheia’, há muitas pessoas que podem achá-lo que sexy, mas eu não" (Laurie Penny). Ele é um abusador. Mas Anastácia acha ele sexy, polido, embora um pouco intimidador. Ela o coloca num pedestal, sequer entende porque se interessa por ela, um “doce de menina mal vestida”. Deve ser por ser “fodido da cabeça” ela pensa. Ela admira como ele faz e conduz seus negócios. Ela não sonhou em ser rica, fica constrangida com a riqueza dele, mas acha do fundo do coração que ele merece tudo aquilo que possui. Anastácia não é inocente. Ela não questiona o governo que ajudou o sistema monetário a concentrar em 1% da população dos EUA 25% da renda do país, embora faça parte dos 99% americanos, dos excluídos do festim diabólico financeiro. Anastácia primeiro diz não para tudo aquilo de bom e ruim que Sr. Grey oferece. Isso serve para dar algum suspense, alguma dignidade, algum amor próprio ao personagem, mas depois ela vai dizer “yes, yes, yes”.
Assisti 50 tons e li os 3 livros. Como em “9 semanas e meia de amor” -- filme considerado melhor do que 50 tons -- mostra uma relação doentia. Em "9 semanas e meia" a personagem feminina desiste da relação, pois, não dá conta: "não era amor era cilada". Ela desaparece na multidão, ao que parece John jamais consegue reencontrar Elizabeth (a personagem feminina do casal).
Sr Grey tbm é um homem rico, poderoso, perverso e pervertido como John, o protagonista de “9 semanas e meia”. Como o galã de “uma linda mulher”, Sr Grey é uma espécie de yuppie que faz fusões, aquisições, desmonta e quebra empresas e empregos. Esses personagens são todos homens poderosos, bonitos, quase irresistíveis.
Sr. Grey é um CEO, executivos cuja remuneração ultrapassa a soma do lucro das empresas, do seu crescimento econômico mais a remuneração média de todos os trabalhadores (Consulta a Bresser Pereira). Os CEOs “ganham quatrocentas vezes mais que o trabalhador médio" (de acordo com Bresser Pereira) e cada vez mais, mais. São capitalistas de risco para seu entorno, Sr Grey faz manobras de risco calculado e vive numa bolha de segurança máxima, controlando tudo como um maníaco. Sr Grey diz que conhece as pessoas, sabe tirar o melhor delas, se não correspondem impiedosamente manda embora.
Sr Grey não tem nem um pinguinho de empatia por quem sofre, embora seja de “carne e osso”, sofra pelo seu passado de menino maltratado pela mãe e seus cafetões, parecido com a história do galã de “Uma linda mulher". Sr. Grey venceu com vinte e poucos anos, quando Anastacia o entrevista ele tem 28 anos, ela tem 20-- foi o que deu a entender.
Sr Grey incorpora traços de personalidade característicos, socialmente constituídos, conforme a ideologia do mercado neoliberal, é agressivo, tem autoestima elevada (com algumas controvérisias), tem poder de persuasão (dinheiro, capangas), tem carisma e postura de líder. Além disso, é charmoso, bem vestido e cheiroso. Sr Grey nunca sorri mas faz Anastácia tremer.
Sr. Grey tem os fins de semana para relaxar, coisa que um professor pouco tem. Nos fins de semana ele faz sua vilegiadura urbana, num prédio inteiro de sua propriedade, no quarto vermelho da dor. Ele é adepto do BDSM. No quarto vermellho da dor, em vez de descansar das maldades diárias, ele se torna pior ainda. É Sr. Grey tem desejos não convencionais.
BDSM sigla "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo", diz-se que é um grupo de padrões de comportamento sexual humano. De acordo com o analista do Sr. Grey é um tipo de comportamento “seguro, são e consensual”. Não vou questionar, o homem é um especialista e não estou aqui para ser moralista. Mas Sr. Grey exagera, pois, os contratos com suas submissas – não se referem ou se restringem a sexo, tratam de "controlar quase todos os aspectos da vida" das mulheres contratadas (diz Laurie Penny). Anastácia não é boba, está toda derretida, totalmente na dele, mas capta isso muito bem. Parece que nem tudo está perdido -- ilusão de livro 1/ parte 1.
No quarto vermelho da dor Sr Grey exercita o sadismo – segundo sua própria definição (Cf livro 2) – sob contrato com suas submissas. Recordei que até os Médicis descansavam em suas vilas palladianas de sua maldade diária. Ser mau cansava parece no Século XIV, mas é certo que não cansa mais. Ser malvado para Sr Grey é uma necessidade, diz sua mestra dominatriz – Ele vive numa espécie de playground: prédios friamente decorados, entre obras de arte, pilotando jatinhos, iates, helicópteros, carros que flutuam no asfalto, bebendo e comendo do bom e do melhor. Ele tem personais de toda ordem, serviçais, sobretudo, ostenta aquela sensação contínua de vitória, de estar acima da paisagem.
Concordo com definições de jornalistas mulheres americanas sobre o Sr. Grey “ele é um jerk”, de blogueiras: "um bloodsucker"; “é apenas um sociopata e um misógino de ‘mão cheia’, há muitas pessoas que podem achá-lo que sexy, mas eu não" (Laurie Penny). Ele é um abusador. Mas Anastácia acha ele sexy, polido, embora um pouco intimidador. Ela o coloca num pedestal, sequer entende porque se interessa por ela, um “doce de menina mal vestida”. Deve ser por ser “fodido da cabeça” ela pensa. Ela admira como ele faz e conduz seus negócios. Ela não sonhou em ser rica, fica constrangida com a riqueza dele, mas acha do fundo do coração que ele merece tudo aquilo que possui. Anastácia não é inocente. Ela não questiona o governo que ajudou o sistema monetário a concentrar em 1% da população dos EUA 25% da renda do país, embora faça parte dos 99% americanos, dos excluídos do festim diabólico financeiro. Anastácia primeiro diz não para tudo aquilo de bom e ruim que Sr. Grey oferece. Isso serve para dar algum suspense, alguma dignidade, algum amor próprio ao personagem, mas depois ela vai dizer “yes, yes, yes”.
fevereiro 16, 2015
FIFTY SHADES OF SOCIALIST FEMINISM posted by Laurie Penny
link
blog: the work of Laurie Penny
Seattle, 2015.
blog: the work of Laurie Penny
Seattle, 2015.
""""‘He’s ready to see you now,’ says the well-dressed receptionist. I find myself wondering what she gets paid. Some people seem to get off on the constant presence of servile flunkies, and I make a note to actually talk to some of them later in this story. Meanwhile, Christian Grey, superstar billionaire, is waiting for me in his office.
""""I have no idea why he has agreed to this interview with Red Rag – he must have had his people research our political leanings, and he knows we’re looking through his financial records, which are murky and confusing, just like Grey Holdings itself. Nobody’s ever been sure what the company actually does. They prefer to focus on Christian Grey’s tight abs and storm-grey eyes. But I can’t get excited over someone whose precise methods of profiting from the alienated labour of god knows how many low-waged staff still need investigating.
"""They’ve got a point, though – Christian Grey is incredibly hot, and also really rich and successful, like Mark Zuckerberg if Mark Zuckerberg were incredibly hot. Also a bit like Edward Cullen from Twilight, although not enough to constitute a copyright violation, because he’s wearing a business suit. Just another bloodsucker.
"""“Miss Gold,” he says. His voice is deep and growly like a sexy vacuum cleaner. “Please sit down. May I call you Emma?”
“Let’s keep this professional,” I say, turning on the recorder.
“You’re a very sweet girl,” he says “And I’m sure you’re just waiting for someone to sweep you away from this mundane life of entry-level journalism. It’s a collapsing industry, you know. Don’t you want to know what I do to relax?” Christian Grey runs his fingers over the back of my chair.
“I’m going to take a wild guess that you like to tie up submissive young women and beat them to a pulp while you sob about your mother.”
Christian Grey looks out the window broodingly. “Okay, fine,” he says, “Let’s talk about finance.”
My inner goddess puts on a necklace of men’s skulls and starts doing a war dance of victory.
****
After I send in my preliminary report, Christian Grey turns up at my work unannounced.
‘I can’t stop thinking about you, Emma,” he says, “I feel like you really see me. Like you know parts of me nobody has ever known before.’
‘That’s because nobody has ever taken a detailed look at your overseas tax holdings before.’
‘I’d like to take you to dinner, but first you have to sign this non-disclosure agreement.”
“I’m signing nothing,” I say. “Come back with a detailed breakdown of your payroll and we can talk.”
Christian Grey fixes me with a penetrating stare, like he wants to beat fifty shades of shit out of me.
“Stay away from me, Emma,” he says, “I’m dangerous.”
“Alright,” I say, “Get the hell out of my office, I’ve got work to do.”
****
I’m back at my flat when the package arrives. Christian Grey has bought me a priceless first edition of my favourite book, “On the Origins of the Family, Private Property and The State.”
Five minutes later, the phone rings. It’s Christian.” I can’t accept gifts from a source,” I say. “Honestly, though, have you even read this book?”
“No,” he says, “I just thought that if I gave you very expensive gifts you would stop hounding me with FOI requests and then let me fuck you.”
“Jeez,” I say, “You need to go away and sit and think about commodity fetishism and the compensation of emotional labour. Also your obvious issues with women. By the way, how did you get this number?”
“I run a tech firm. Of course I’m tracking all your communications. I’ve also bugged your laptop.”
“That’s called corporate cyber-stalking. I’m going to set Democracy Now on your ass.”
“I love it when you talk dirty, Emma.”
“Great. My safe word is “restraining order.”
***
Alright, alright, so I had sex with Christian Grey. What can I say? I was bored and horny and my hitachi was broken. Great body, but he lurches between ranting about his childhood and trying to play out his virgin fantasies, which I was having none of.
When the suit comes off, Christian Grey is like every self-involved controlling man-child I’ve ever fucked, except with more money and a bunch of scary dudes with guns on his payroll. Also, he keeps nagging me to sign an huge weird contract with all the things he wants to do to me. Among other things I get to cede complete control over my reproductive rights. Not for a fleet of helicopters, buddy.
“Holy crap,” I say, “I have never seen a contract like this before in any of my extensive experience within the BDSM community. This isn’t about sex. This is about controlling every aspect of my behaviour. This is the work of a disturbed person with a team of lawyers enabling his abusive tendencies. Nobody in their right mind would sign.”
“I’ll buy you a Lamborghini’
“I’d really prefer a tank.”
***
Christian gives in and shows me around his creepy home dungeon. It’s all decked out with douchebag sex-toys, every one of which costs more than my flat. I’ve been to more interesting parties in Brixton.
“My desires are…unconventional,” he admits
“So are mine,” I say. “I want to overthrow the government, eliminate the money system, institute complete automation and destroy the male sex.”
Christian goes off to sulk in his helicopter.
When he comes back he’s still in a mood. “Look,” I say, “I don’t think you’re really a ‘dominant’ at all. I don’t think you know what that means. I don’t want to police your fantasies, but the way this is playing out is deeply problematic. You’re just an entitled sociopath and misogynist in a nice tie, and there are plenty of people who might find that sexy, but I don’t.”
“You need to learn to manage my expectations. I am not a patient man,” he mutters.
I pull my tampon out and throw it violently at his head.
“Alright. Here’s the deal,” says Christian, wiping the blood off his face. “I’ll give you everything you ever wanted, as long as I can control you completely.”
“Shut up and call me Melinda Gates,” I say, buckling on my strap-on.
****
My FOI requests have come through. And I finally got the receptionist to talk, girl to girl. Pretty soon there’s going to be a big expose on the activities of Grey Enterprises Holdings, Inc. I imagine Christian won’t be a rich man for very much longer. I’d tell him, but I’ve got to keep my personal and professional lives distinct.
So, so distinct.
“Say it again, bourgeois scum!”
“The history of all previous societies has been the history of class struggle!”
He’s so freaking hot when he’s quoting Marx. “No,” I say, tweaking Christian’s nipple-clamps, and I smile. “Say the other thing.”
“SAFE, SANE AND CONSENSUAL!” He screams.
My inner goddess sprouts a thousand tentacles and demands blood sacrifice.
With thanks to muse and misandry consultant Meredith Yayanos."""
fevereiro 14, 2015
Spinosa no wordpress
por ASCENSÃO PLANETÁRIA
"As sábias palavras são de Baruch Espinoza , e acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.
"Se tens um tempinho… segue uma breve biografia…
"Baruch Spinoza ou Espinosa, ou Espinoza (1632-1677) nasceu em Amsterdã, Holanda. John Locke nasceu no mesmo ano. Spinoza era de uma família tradicional judia, de origem portuguesa. Sua família emigrou porque os judeus estavam sendo perseguidos. Seu pai era um comerciante bem sucedido e abastado. Spinoza gostava de estudar e ficava na sinagoga. Era um dos melhores alunos. Aprendeu a Bíblia Sagrada e o Talmund. Então foi para uma escola particular, onde conheceu o latim. Pôde então ter um estudo mais abrangente. Leu sobre a identificação de Deus com o universo, sobre a associação da matéria com o corpo de Deus. Se interessou muito pela filosofia moderna, como Bacon, Hobbes e Descartes. Então foi acusado de heresia, por se mostrar irredutível em suas opiniões.
"Spinoza fez uma análise histórica da Biblía, colocando-a como fruto de seu tempo. Critica os dogmas rígidos e rituais sem sentido nem poder, bem como o luxo e a ostentação da Igreja. Por suas opiniões, um homem tentou matá-lo com um punhal. Escapou graças à sua agilidade. Ofereceram uma pensão para ele manter fidelidade à sinagoga e Spinoza recusou. Foi então excomungado, em 1656. Amaldiçoaram-no em ritual. Depois disso, viajou pela Holanda. Os judeus não falavam com Spinoza, mas os cristãos sim. Apesar disso, não se converteu ao cristianismo. Seus familiares quiseram deserdá-lo. Lutou pela herança do pai e ganhou a causa. Mas recusou a recebê-la, só queria fazer valer seus direitos.
"Spinoza era meio frágil, pois seus pais eram tuberculosos. Viveu uma vida modesta, frugal e sem grandes luxos. Se sustentava com algumas doações e com o dinheiro de polidor e cortador de lentes ópticas. Mantinha uma relação com amigos e admiradores, e discutia suas idéias. Se correspondeu bastante. Era de altura mediana, pele escura, cabelos escuros e encaracolados e feições agradáveis. Segundo Colerus, se vestia descuidadosamente. Suas principais obras são: Tratado político, inacabado; Tratado da correção do intelecto; Princípios da Filosofia Cartesiana; Pensamentos Metafísicos;que veio de curso particular que deu sobre Descartes, e sua obra prima: Ética Demonstrada pelo método geométrico. Algumas obras suas foram incluídas no Index de livros proibidos. Foi preso sob acusação religiosa e morreu na prisão, aos quarenta e quatro anos.
"A vida de Spinoza foi marcada pela sua concepção de Deus. No Tratado teológico político defende uma interpretação da Bíblia diferente da visão dogmática de judeus e cristãos. Diz que a Bíblia está no sentido figurado. Spinoza atacou a falsa noção que se tem de Deus e da espiritualidade. Mair tarde, identificou isso como um erro da mente diz como escapar no Tratado da correção do intelecto. Ainda no Tratado teológico político, diz que as massas tendem a associar Deus com fenômenos extraordinários, que não ocorrem comumente na natureza. O ponto principal do pensamento de Spinoza é a comunhão entre Deus e a natureza. Spinoza critica a religião porque ela está alimentada pelo medo e a supertição. Devemos fazer uma interpretação racional da Bíblia. A diferença entre filosofia e religião é que a primeira busca a verdade e a sugunda precisa da obediência para ser realizada. Spinoza saiu da sociedade. Desde que foi excomungado, viveu à parte. Isso implica buscar vivências incomuns às galerias. Spinoza buscou a espiritualidade racionalista, é profunda sua cultura e é clara sua visão de assuntos que estão fora da subjetividade, e envolvem um conhecimento complexo, conhecimento este que nos dias de hoje são marcado pela banalização cultural e a ideologia deturpada pelas derrotas sucessivas. Desse modo , Spinoza, numa época ainda pura nos conceitos, fala de Deus, da alma e da mente. A religião e o Estado devem estar subjugados à eles. Spinoza não acreditava na divindade de Cristo, mas o colocava como o primeiro entre os homens. Spinoza, na mesma época que Locke, defendeu o liberalismo político. Para ele, direitos naturais são as regras do ser. Somos forçados a obedecer as leis naturais, que são divinas e eternas. A ajuda mútua é necessária e útil. Sem ela, os homens não poder viver confortavelmente nem cultivar seus espíritos. O objetivo do Estado não deve ser tirânico (como em Hobbes) mas libertário. O direito natural em Spinoza é compatível com a democracia: é nas grandes massas que a natureza humana melhor se manifesta"""
conferir em link ASCENSÃO PLANETÁRIA
DEUS SEGUNDO SPINOZA
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza.
janeiro 20, 2015
20 de outubro de 2014
Os homens adultos acima de 21 anos, independente de renda, só puderam votar, com a República. Antes apenas uma restrita panelinha de senhores de terra e proprietários podiam tomar decisões sobre os rumos do país. Há o famoso voto de cabresto. Somente em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, a mulher brasileira, pode votar e ser votada pela primeira vez, em âmbito nacional. A luta por esta conquista durou mais de 100 anos (...). As sufragistas aparecem como loucas na história. Dois exemplos do fim do Século passado. O Constituinte capixaba Muniz Freire, (o mesmo que contratou Saturnino de Brito para fazer o novo arrabalde em 1894), em 1892, disse na tribuna do congresso brasileiro: "- Não aceito a idéia manifestada por alguns ilustres membros do Congresso de estender o voto até às mulheres. Essa proposta é imoral e anárquica. A mulher, pela sua superioridade de afetos, tem na vida doméstica o seu destino a realizar". O representante do Ceará, Barbosa Lima,diz: "- Sou contra o voto da mulher não pela questão do direito mas, sim, porque o voto feminino provocaria a dissolução da família brasileira!". E assim foi (...). Já os analfabetos, e maiores de 16 anos, votam desde a Constituição de 1988. Para uma descendente de pequenos agricultores e sendo mulher, este meu voto foi uma batalha secular. Posso até duvidar do alcance do meu voto, questionar os limites da democracia representativa. E também não quero dizer que sou contra a abstenção ou voto nulo. Cada um que haja segundo seus princípios. Não discuto nem aqui no facebook sobre as escolhas dos outros, nem no "recesso de seus lares" nem na rua. Quero dizer que meu voto é meu direito de escolha. Eu voto em quem eu acho que merece meu voto nessas condições de escolha!
dezembro 18, 2014
Longe
Quem sou eu: um conjunto de obstinações, compulsões, uma
objetividade extremada, para mim o alvo é muito claro, o que almejo é muito
claro. Ninguém fez isso por mim, eu mesma fiz. E eu quero mesmo isso (não vou
dizer ainda o que). Mas são muitos os obstáculos à frente, que eu mesma coloco,
concordo, porém, com a ajuda de alguns sabotadores amigos e inimigos. Há um
texto de Charles Bukowski: “Toda a minha vida tem sido uma questão de lutar
por uma simples hora para fazer o que eu quero fazer. Tem sempre alguma coisa
que atrapalha a minha chegada a mim mesmo.”
Sou também uma pessoa que coloca o amor no lugar errado, talvez, eu “não tenha amado” quase ninguém. Nossa! me perdi!.
Quem sou eu? O que venho fazendo? Como é meu modo de agir?
Como me movo entre os vivos? Como faço para me tornar o que tenho sido? O que
eu quero de verdade?
Está uma bagunça comigo, desorganizado mesmo. Escrever coloca ordem nas coisas projetivamente, o que é bom, mas é meio ficção, demasiado projeto, demasiado desejo, preciso ir à carne crua da minha vida. Por isso, apenas pensar tem sido melhor...
dezembro 17, 2014
Drop dead 2014_1
Comecei este ano aplicando procedimentos de planejamento
estratégico à minha vida, e cheguei a três focos: organização, parcerias e ação.
Escrevi na parede, mas fiquei um pouco constrangida com as
palavras “tão planejamento estratégico”, e tentei sobreescrever significados,
explicações. Uma frase dessas é: “eu sou cheio de querer” (dos Racionais MC). Outras
palavras: diligência, “cuide-se bem”, disposição, movimento.
Eu tentei realizar meus focos? É minha pergunta de fim de
ano.
Passei o ano brigando para fugir de compromissos e trabalhos
que me delegavam muito além do que meu patrão já me delega – muitas pessoas
esquecem, eu já tenho patrão – passei o ano escapando de projetos comigo por
parte de outros que não eram meus projetos. Ainda fiz coisas para outros além
de minhas forças. Isso cansou demasiadamente.
Viajei pouco, não sai quase nada, não fui ao cinema, não
passei, encontrei pouco com amigos, meus poucos amigos, escrevi pouco, estudei
muito, li bastante, mais do que no ano passado. Reeencontrei velhos livros: os
beatnicks, eu me desencantei de Kerouac um pouco –só um pouco, me encantei com
Ginsberg. Ouvi mais do que antes, ainda falei mais do que devia, encontrei
preciosos momentos de silêncio, não meditei. Encontrei sim novos parceiros
(exigentes). Briguei novamente por quem não merecia nessa edição de eleição,
mas definitivamente briguei contra inimigos meus. No fim me vi com alguma
identidade que já estava aqui: é nela que habito, nela é meu lugar, carrego
comigo para onde vou, diria a mulher canhota. Enfim me vi numa identidade que
quase gosto, quase. Enfim ela quase me define. Quase quase quase..
A nova pergunta é: dá pra deixar de ser um pássaro depenado,
e cantar publicamente sem levar bicada? Se me deixam cantar! Tais metáforas não
vou explicar, tem relação com uma fala de uma personagem, a personagem objeto do filme canadense chamado “o segredo do quarto
branco”. São metáforas muito concretas, muito remotas, mais antigas do que o
filme: Bird, “voar é com os pássaros”...
Um texto já encontrado, sem ter se dado conta: a
desorganização de G. H (personagem de Clarisse Lispector), queria não temer nem
ordem nem caos, temo mais a ordem: Deus, não temo a punição, temo a própria ordem divina.
novembro 03, 2014
novembro 02, 2014
Vale Política: A PROPAGANDA LENINISTA
Vale Política: A PROPAGANDA LENINISTA: Para Marx, a consciência de classe é a base da consciência política. Todavia - e esta é a contribuição de Lênin - se encerra na luta econômi...
setembro 27, 2014
É possível se sentir saciado com um alimentação 100% vegetal? Absolutamente, totalmente, 100% possível. Eu nunca tive problemas de saciedade, nem mesmo no início do meu veganismo, por isso levei algum tempo pra entender porque tantas pessoas estavam reclamando da fome de ogro que as acompanham desde que elas disseram adeus aos produtos de origem animal. Mas quando comecei a perguntar o que essas pessoas estavam comendo no dia-a-dia, o mistério se resolveu. Antes de declarar que só produtos de origem animal são capazes de matar a sua fome, é bom dar uma olhada na maneira como você se alimenta. Percebi que pessoas que adotaram uma dieta vegetariana/vegana e que reclamam da fome constante estão fazendo os mesmos erros. As razões mais comuns pra fome de ogro dos vegs são as seguintes:Como se sentir saciado com uma alimentação 100% vegetal // Papacapim
Como se sentir saciado com uma alimentação 100% vegetal // Papacapim
É possível se sentir saciado com um alimentação 100% vegetal?
"Absolutamente, totalmente, 100% possível. Eu nunca tive problemas de saciedade, nem mesmo no início do meu veganismo
,
por isso levei algum tempo pra entender porque tantas pessoas estavam
reclamando da fome de ogro que as acompanham desde que elas disseram
adeus aos produtos de origem animal. Mas quando comecei a perguntar o
que essas pessoas estavam comendo no dia-a-dia, o mistério se resolveu.
por isso levei algum tempo pra entender porque tantas pessoas estavam
reclamando da fome de ogro que as acompanham desde que elas disseram
adeus aos produtos de origem animal. Mas quando comecei a perguntar o
que essas pessoas estavam comendo no dia-a-dia, o mistério se resolveu.
Antes de declarar que só produtos de
origem animal são capazes de matar a sua fome, é bom dar uma olhada na
maneira como você se alimenta. Percebi que pessoas que adotaram uma dieta
vegetariana/vegana e que reclamam da fome constante estão fazendo os
mesmos erros. As razões mais comuns pra fome de ogro dos vegs são as
seguintes": VER NO LINK DO SITE Papa Capim
origem animal são capazes de matar a sua fome, é bom dar uma olhada na
maneira como você se alimenta. Percebi que pessoas que adotaram uma dieta
vegetariana/vegana e que reclamam da fome constante estão fazendo os
mesmos erros. As razões mais comuns pra fome de ogro dos vegs são as
seguintes": VER NO LINK DO SITE Papa Capim
agosto 17, 2014
Frédéric Gros: A ética da obediência FRÉDÉRIC GROS*
Frédéric Gros: A ética da obediência FRÉDÉRIC GROS*
Carrascos de ontem e torturadores de hoje alegam apenas seguir ordens, diz filósofo francês
Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/livros/frederic-gros-etica-da-obediencia-13619610#ixzz3Ahm5sjNq
A violência se alimenta de grandes paixões negativas: o ódio, a frustração, o medo, a crueldade... Ora, o século XX, particularmente, foi o palco de violências inusitadas. Pense-se primeiro nos dois conflitos mundiais cujas intensidades e formas foram tão singulares que representam, para os historiadores, verdadeiras rupturas na História, a ponto de haver necessidade de construir categorias novas como as de “guerra total” ou de “guerra civil mundial”. Para além mesmo das guerras, o século XX fez as experiências dos regimes totalitários, que igualmente representam rupturas fortes na história das violências políticas.
Grande parte da monstruosidade do regime nazista provém da frieza administrativa com que se decidiu eliminar um povo inteiro. A destruição dos judeus da Europa, maciça, metódica, fez surgir na consciência moral, porém, um enigma, que Hannah Arendt tentará problematizar ao falar da “banalidade do mal” por ocasião do processo Eichmann (enigma que, aliás, ressurgiu há poucos anos, no momento do processo Duch [torturador-chefe do regime do Khmer vermelho] no Camboja). Arendt procura saber se a efetividade de massacres não pode se alimentar também de disposições éticas como a docilidade e a obediência. Será que há necessidade apenas de pessoas cruéis para praticar genocídios, organizar sessões de tortura, aterrorizar populações?
É uma interrogação terrível e cuja importância para a nossa época é decisiva. De fato, os carrascos de ontem e os torturadores de hoje se apresentam diante dos tribunais dos homens, e talvez até diante de sua própria consciência, declarando que afinal não fizeram outra coisa senão obedecer a ordens. Tudo se passa como se o fato de obedecer desresponsabilizasse totalmente os atores, e que, sem ser particularmente cruel ou movido por ódio, qualquer um pode fazer sofrer a seu próximo coisas atrozes simplesmente ao obedecer.
Pensadores como Hannah Arendt e Michel Foucault chegaram a essa amarga constatação: após se descrever a perfeição atroz dos sistemas totalitários ou dos infernos disciplinares dos séculos XIX e XX, é preciso ainda explicar o que os tornou aceitáveis nos sujeitos. Assim, trata-se de problematizar as grandes formas de obediência, a fim de compreender quais delas permitem aos sujeitos aceitar participar ativamente das violências políticas. Mas será preciso evocar também as formas de desobediência que se recusam a isso. Três grandes conceitos foram elaborados pelo pensamento político: a submissão, o consentimento e a obrigação. É preciso, enfim, mostrar como, a cada vez, se alojam nessas noções possibilidades de resistência.
*Frédéric Gros é professor da Universidade Paris-Est Créteil (UPEC), autor de livros sobre psquiatria e filosofia penal e editor dos últimos cursos de Michel Foucault no Collège de France
Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/livros/frederic-gros-etica-da-obediencia-13619610#ixzz3Ahljnf9o
julho 27, 2014
julho 26, 2014
poemas para musas públicas identificadas 01 de Tavinho Paes
poemas para musas públicas identificadas 01
SININHO NÃO VAI SAIR NA PLAYBOY
...mas não vai deixar barato nem se vingar
taxada de líder da baderna dos black blocs
comendo e cuspindo no prato
tipo Janis Joplin com Serguei, em Copacabana
...Brigitte Bardot, em Búzios, no verão de 64!
taxada de líder da baderna dos black blocs
comendo e cuspindo no prato
tipo Janis Joplin com Serguei, em Copacabana
...Brigitte Bardot, em Búzios, no verão de 64!
SININHO VAI SAIR NA TV GLOBO
...mas não vai deixar barato nem vai sair de graça
o cachê só recebe se entrar com processo
daqueles que chamam de longo e moroso
Direito da Personalidade - o novo desafio forense
uso de imagem em material jornalístico duvidoso
o cachê só recebe se entrar com processo
daqueles que chamam de longo e moroso
Direito da Personalidade - o novo desafio forense
uso de imagem em material jornalístico duvidoso
SININHO PODE SAIR NA MANGUEIRA
... não vai deixar de ser um barato
na ala dela, a fantasia cada um escolhe
e sai desfilando sem nenhuma pressa
dança conforme a música e interage com ela
o samba dela não atravessa
na ala dela, a fantasia cada um escolhe
e sai desfilando sem nenhuma pressa
dança conforme a música e interage com ela
o samba dela não atravessa
SININHO VAI SAIR de BANGU 1
...mas não vai deixar barato
avaliaram mal os arquivos que tinham dela
escolheram a amostra de dados como curadores de arte
de libertária passou a ser uma prisioneira
de manifestante estudante virou líder de gang
só faltou chamarem ela de fofoqueira
avaliaram mal os arquivos que tinham dela
escolheram a amostra de dados como curadores de arte
de libertária passou a ser uma prisioneira
de manifestante estudante virou líder de gang
só faltou chamarem ela de fofoqueira
"...os caras viram fotos e videos ninjas..."
os caras viram tudo que quiseram!
mas não viram namorado nem namorada
logo, os caras não viram foi nada!
os caras viram tudo que quiseram!
mas não viram namorado nem namorada
logo, os caras não viram foi nada!
num cardume, seguiram uma pista
erraram na avaliação do anzol
perderam a isca
erraram na avaliação do anzol
perderam a isca
viram sua performance de Golda Meir
acharam que ela estava desafiando o islão
olhando a tropa de frente com os pés no chão
acharam que ela estava desafiando o islão
olhando a tropa de frente com os pés no chão
agiram como agem os bobos
a matricularam na cadeia alimentar dos lobos
capa na Veja, novela na Globo
a matricularam na cadeia alimentar dos lobos
capa na Veja, novela na Globo
classificavam sua periculosidade como sendo do Mal
mas viram como se sentia nas confusões das ruas
e perceberam que ela se sentia normal!
mas viram como se sentia nas confusões das ruas
e perceberam que ela se sentia normal!
não tiveram nem curiosidade
de avaliar seu mapa astral
os caras não viram nada!
de avaliar seu mapa astral
os caras não viram nada!
SININHO VAI SAIR POR AÍ
e não vai deixar de fazer seu carnaval
já sabe a diferença que faz ser ilegal
igual a chinês enfrentando um tanque
a caminho da Praça da Paz Celestial
e não vai deixar de fazer seu carnaval
já sabe a diferença que faz ser ilegal
igual a chinês enfrentando um tanque
a caminho da Praça da Paz Celestial
SININHO VAI SAIR NO JORNAL!
junho 26, 2014
Para filósofa, a tática zapatista organizou a raiva e reinventou a política da vida
Para filósofa, a tática zapatista organizou a raiva e reinventou a política da vida
Por Beatriz Preciado, no Télam
via revista forum
No último 25 de maio, o subcomandante Marcos enviou uma carta aberta ao mundo anunciando a morte do personagem Marcos, que foi construído para servir de suporte midiático e voz enunciadora do projeto revolucionário de Chiapas.
No último 25 de maio, o subcomandante Marcos enviou uma carta aberta ao mundo anunciando a morte do personagem Marcos, que foi construído para servir de suporte midiático e voz enunciadora do projeto revolucionário de Chiapas.
“Estas são as minhas palavras em público antes de deixar de existir”, o mesmo comunicado anunciava o nascimento do subcomandante Galeano, o nome do companheiro José Luis Solís Galeano, assassinado por paramilitares no dia 2 de maio.
“É necessário que um de nós morra, para que Galeano viva. E, para que essa impertinente morte seja satisfatória, no lugar de Galeano coloquemos outro nome, para ele viva e a morte se torne uma nova vida, não apenas um nome, nem letras esvaziadas de sentido, mas sim uma história de vida”.
Sabemos, por sua vez, que José Luis Solís havia tomado o seu nome do escritor de “As veias abertas da América Latina”. O subcomandante, que sempre caminhou a milhas de distância dos velhos ególatras do pós-estruturalismo francês, opera em um domínio da produção política da morte do autor que Barthes anunciou em texto.
Nos últimos anos, os Zapatistas construíram uma opção séria frente às (fracassadas) opções necropolíticas (políticas da morte) do neoliberalismo, mas também frente ao comunismo. O Zapatismo, como nenhum outro movimento, está inventando uma metodologia política para organizar a raiva. E reinventar a vida.
A partir de 1994, o ELNZ concebe, através do subcomandante Marcos, uma nova maneira de fazer política descolonial para o século XXI afastando-se do tratado e das teses eclesiásticas para atuar na cultura oral-digital-tecno-indígena que sussurra nas redes através de rituais, cartas, mensagens, relatos e parábolas.
Aqui está uma das técnicas centrais de produção de subjetividade política que nos têm ensinado os zapatistas: desprivatizar o nome próprio com o nome prestado e desfazer a ficção individualista do rosto com a balaclava (gorro).
Aqui está uma das técnicas centrais de produção de subjetividade política que nos têm ensinado os zapatistas: desprivatizar o nome próprio com o nome prestado e desfazer a ficção individualista do rosto com a balaclava (gorro).
Não tão longe do subcomandante, existe outro espaço político onde se desafia com a mesma força teatral e xamânica a estabilidade do nome próprio e a verdade do rosto como único referente da identidade pessoal: as culturas transexuais, transgênero, drag king e drag queen.
Toda pessoa trans tem (ou teve) dois ou mais nomes próprios. Aquele que foi designado na hora do nascimento, cujo nome a cultura a dominante bucou normalizá-lo e o nome que assina no inpício do processo de subjetivação dissidente. Os nomes trans não indicam o pertencimento a outro sexo, mas denotam um processo de de-identificação.
O subcomandante Marcos, que parece ter aprendido com o escritor mexicano Carlos Monsiváis que a barba viril de Fidel, era na verdade um personagem drag king: a construção intencional de uma ficção de masculinidade (o herói e a voz do rebelde) através de técnicas performativas. Um emblema revolucionário sem rosto nem ego: feito de palavras e sonhos coletivos, construído com uma balaclava.
O nome emprestado, assim como a balaclava, é uma máscara paródica que denuncia as máscaras que cobrem os rostos da corrupção política e da hegemonia. Por que a balaclava causa tanto escândalo? Por um acaso, a sociedade mexicana está pronta para retirar a sua máscara? Com o rosto coberto pela balaclava, o nome próprio é desfeito e coletivizado.
Entre os zapatistas, os nomes emprestados e as balaclavas funcionam da mesma maneira que o segundo nome utilizado pelas transexuais, a peruca drag, o bigode, enfim, são signos intencionais e hiperbólicos de uma travestilidade político-sexual, mas são também armas queer-indígenas que permitem enfrentar a estética neoliberal. E isso acontece não a partir do verdadeiro sexo ou do autêntico nome: mas sim através da construção de uma ficção viva que resiste a norma.
Os experimentos zapatistas, queer e trans no convidam para a desprivatização do rosto e do nome, para fazer do corpo da multidão o agente coletivo da revolução. Permito-me desta modesta tribuna responder ao subcomandante Galeano dizendo-lhe que a partir de agora me afirmarei com o meu nome trans: Beatriz Marcos Preciado. Reconhecendo a força performativa da ficção que os zapatistas criaram e fazendo-a vive em uma Europa que se decompõe e para que a realidade zapatista seja de fato.
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